Consumismo: o vilão das boas compras

Consumismo: o vilão emocional das boas compras

Consumismo: o vilão emocional das boas compras

O consumismo tem crescido constante. E isso já era de se esperar considerando que, a cada dia uma avalanche de ofertas de novos produtos é lançado no mercado.

O celular novo, a TV de última geração, tablets, e outras novidades fazem os olhos de muitas pessoas brilharem.

Aliás, a onda de consumo tem sido tão extraordinária que alguns esperam o lançamento de determinados produtos por meses.

Bem-vindos a era do consumismo.

Mas, o que de fato é consumismo?

Basicamente, consumismo é o ato de compra compulsiva sem a necessidade comprovada daquele produto.

Segundo especialistas, teve inicio quando o capitalismo surgiu, após a queda do feudalismo, na baixa idade média.

O poder de compra incentiva o capitalismo, que por sua vez, incentiva o consumismo.

Qual o problema do consumismo?

Consumismo: o vilão emocional das boas compras

Consumismo: o vilão emocional das boas compras

A questão é o descontrole.

A falta de percepção dos motivos da compra faz com que, ao invés de lhe causar prazer adquirir um produto, aquilo se torne uma necessidade compulsiva.

E sabemos que tudo em exagero faz mal, até mesmo as compras.

Por exemplo: Se tenho quinze camisas brancas, e compro mais uma, não estou sendo consumista. Mas, se tenho dezesseis camisas brancas e uso apenas uma, por que comprei as outras quinze?

Comprar, comprar e comprar…

Nem sempre o motivo da compra é realmente a necessidade e deixo claro que nem sempre precisa ser.

O problema é alimentar o consumismo, que pode trazer sérias consequências.

Consumismo na prática

Quantas vezes você já se deparou com determinada situação: não ter dinheiro para comprar o que quer…

Voltando ao exemplo das camisas brancas.

Pense bem, você tem quinze camisas, mas você encontrou outra que, aos seus olhos, é perfeita.

Você quer compra-la, mas não tem dinheiro.

E agora, o que fazer?

Usar o cartão de crédito, pedir dinheiro emprestado ou simplesmente esperar ter a quantia necessária?

Bom, usar o cartão de crédito com a atual taxa de juros, não é a melhor escolha.

Pedir dinheiro normalmente é um grande incomodo.

Esperar, talvez, seja mais viável.

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Mas, se você é extremamente consumista, a terceira opção está fora de cogitação.

Esperar? Como, se a necessidade te obriga a acredita que você precisa, precisa mesmo, necessita e não pode viver sem aquela camisa?

Ai começa a corrida!

Passa no crédito, cheque especial, pede dinheiro emprestado, barganha, chora, esperneia, até conseguir a tal camisa perfeita que, então, se torna apenas mais uma peça no guarda roupas cheio de “camisas perfeitas”.

Como definir isso: consumismo.

O tal do consumismo é quase o mal do século.

Mas, você pode dizer: A depressão é o mal do século (Segundo estudos, é mesmo.)

Porém, o ato de consumo descontrolado pode levar a depressão.

Por quê?

Por que o consumismo tem raízes emocionais.

As raízes do consumismo

Consumismo: o vilão emocional das boas compras

Consumismo: o vilão emocional das boas compras

Conheço uma pessoa que, quando está chateado ou ansiosa, come para aliviar.

Outras, para relaxar conversam compulsivamente, ou… sei lá, várias formas de tampar buracos emocionais.

O consumismo normalmente é desencadeado é por algum problema emocional.

Fazer compras pode satisfazer a necessidade de afeto, atenção, amor e vários outros elementos básicos do ser humano.

Sendo assim, a frustração por não receber o carinho devido é suprido por uma camisa branca nova.

Ou a perda de um emprego, um ente querido, uma oportunidade, induz o consumista a acreditar que, adquirir algum produto o fará sentir – se melhor.

E isso de fato acontece.

Mas, esse bem-estar é temporário.

Logo chega a culpa e a percepção de que, aquele produto era desnecessário e foi apenas mais um fruto do dito consumismo.

E é ai que os problemas começam.

Se você compra para se sentir melhor, quer dizer que algo na vida não está lhe agradando. Compras compulsivas não incluem planejamento financeiro e a falta dele acaba afundando as finanças de qualquer pessoa.

Uma conta atrasada aqui, ou ali e pronto, estamos perdidos em um mundo de números e juros inalcançáveis.

Pronto, seu nome está nos serviços de proteção ao crédito.

Daí, além de lidar com faltas emocionais, ainda temos a preocupação com os débitos.

Isso vai virando uma bola de neve, cada dia aumentando mais.

Além de ser um círculo vicioso.

Você tampa um buraco emocional com o consumismo, o consumismo te deixa endividado, as dívidas deixam um buraco emocional, que levem de novo ao consumismo.

E assim segue…

Como se livrar do consumismo

Consumismo: o vilão emocional das boas compras

Consumismo: o vilão emocional das boas compras

Chegamos a solução.

Aliás, é uma solução bem simples.

A autoanalise é o melhor remédio para o consumismo.

Mas essa técnica precisa de etapas e organização, sem excluir a orientação profissional.

Como sou jardineiro, vou comparar as fases de se libertar do consumismo com a plantação de um lindo jardim.

1° – Prepare a terra

Para começar a fazer um jardim, antes é preciso preparar o solo. Isso quer dizer que terei que analisar como está a qualidade da terra que estou trabalhando, se há nutrientes e se preciso tirar algo.

Primeiro, olho e identifico se há mato e se terei de aplanar o terreno.

Conosco o processo é o mesmo.

Há “mato” em você?

O mato pode ser uma ferida aberta há algum tempo, um perdão que não foi liberado, a falta de atenção de alguém e muito mais.

É necessário identificar esse “mato”, pois ele é a causa do consumismo. E da mesma forma que não é possível ter uma boa colheita plantando em um terreno “sujo”, também não teremos bons resultados emocionais se não limparmos nosso coração.

2° – Limpe a terra.

Primeiro você identifica, depois parte para a ação.

Depois que já vi como está o meu terreno, chegou a hora de pegar as ferramentas e começar a tirar tudo o que não serve mais.

Faça o mesmo com o seu emocional.

Para se livrar do consumismo, precisamos agir no foco. Atinge o alvo.

Se a causa do descontrole é a falta de atenção do seu marido, converse com ele a respeito. Se a causa é a ausência dos pais, jogue limpo com eles.

Esses são apenas exemplos, mas você precisa identificar quando e como arrancar (a intenção é essa mesmo arrancar!) a causa do seu mal.

É nesta etapa que, se necessário, busque a ajuda de um especialista.

Um psicólogo pode te ajudar a identificar e lhe dar ferramentas para limpar seu terreno. A orientação espiritual também é de suma importância, não à exclua.

3° Passo – cultivo

Para ter um belo jardim, preciso plantar e cuidar das flores.

Para ter uma vida livre do consumismo, preciso plantar boas ideias e cuidar do crescimento delas.

Seja forte e procure mudar o pensamento firme. E mesmo que pareça que não está dando certo, continue tentando.

Não é na primeira vez que semeio, que as flores nascem lindas.

O importante é não desistir. Continuar tentando até conseguir.

Assim, seu resultado será extraordinário.

Um beijo no seu coração, do seu jardineiro.

Compartilhe se essa dor do consumismo tem afetado sua vida. Compartilhe com outras pessoas também, ele pode ajudar muita gente.

 

Adilson Silva
Um Jardinheiro sonhador que decidiu mudar o rumo da sua vida ao mesmo tempo em que também muda a vida de outros mostrando como ter uma vida equilibrada e apaixonante.

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