Neuromarketing: mocinho ou vilão?

Neuromarketing: mocinho ou vilão?

Neuromarketing: mocinho ou vilão?

Você já se perguntou o que te faz comprar? Talvez seja o Neuromarketing! 

Alguns podem responder que é a necessidade que nos leva ao ato da compra, mas a verdade é que o nosso cérebro é o grande culpado da maioria das transações.

Para compreender melhor essa relação, hoje falaremos sobre NeuroMarketing.

Martin Lindstrom, considerado o “pai” do Neuromarketing, define este conceito como: “ciência capaz de identificar os centros de recompensa dos consumidores, revelando quais estratégias de marketing ou publicidade são mais estimulantes, atraentes ou memoráveis, e quais são sem graça, repulsivas, aflitivas ou esquecíveis. ”

Em outras palavras, essa técnica de comércio estuda as áreas do cérebro que nos levam ao ato efetivo de compra e relacionamento com a marca.

E ainda que de forma imperceptível, as ações realizadas através do neuromarketing auxiliam nas compras por impulso e o consumismo descontrolado, assim como as aquisições inteligentes também.

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É preciso ter cuidado com essas técnicas, porém, se bem usado, isto pode te ajudar a comprar apenas o que realmente precisa e lhe fará bem.

Mas, acho que estamos indo rápido demais, vamos primeiro compreender como o Neuromarketing surgiu e virou objeto de estudo nas academias de marketing e psicologia.

História do Neuromarketing

neuromarketing: mocinho ou vilão?

Neuromarketing: mocinho ou vilão?

O estudo voltado a ciência da compra teve sua difusão (Falo da ascendência desta categoria por que a origem exata não se sabe), com o caso da principal marca de refrigerantes do mundo, a coca – cola.

Em um estudo “às cegas”, diretores da empresa experimentaram a reação dos clientes quando tomavam a bebida sem ver a marca.

E o resultado foi assustador. Sem o contato visual, opinando apenas pelo sabor, a maioria dos participantes preferia a marca concorrente.

Mas, se a pessoa sabia que à sua frente estava uma latinha com o emblema da coca cola, ela automaticamente se tornava sua preferência.

Essa reação fez que com diversos estudos relacionados a forma que o nosso cérebro interpreta a relação com marcas e produtos.

Assim a ciência entrou na jogada trazendo cada dia mais informações sobre o comportamento de consumo da sociedade.

Como o neuromarketing age?

Neuromarketing: mocinho ou vilão

Neuromarketing: mocinho ou vilão

Você não está com fome, mas vê a placa de um fast food famoso e automaticamente sente vontade de comer.

Perceba que “vontade de comer” e “estar com fome” são coisas diferentes.

Mas, essa vontade não surgiu do nada, ela foi estimulada.

Como? Através do neuromarketing.

Não estou dizendo que você está sendo enganado e deve parar de comprar, mas precisamos compreender que existem mensagens sendo enviadas a nossa mente constantemente e que, nem sempre, elas são identificadas e controladas.

Também não digo que a compra é feita apenas por conta do neuromarketing. Afinal, sem qualidade, nenhum produto pode vender.

Mas, tanto cores como formas de abordagem, disposição de produtos, vitrines arrumadas, local, horários e tudo mais são parte de um esquema montado para que as marcas apareçam mais.

Quanto as cores, no próximo artigo, vamos falar especificamente delas. A psicologia das cores define se você é um comprador consciente, inconsciente ou descontrolado.

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 Voltando ao nosso assunto…

Faça um teste. Da próxima vez que andar pelas ruas de sua cidade, conte quantas marcas conhecidas você encontrará.

Não sei qual a sua região, mas vamos tomar como base o centro de São Paulo. Lá, em 5 minutos, podemos identificar centenas de empresas com marcas famosas.

E porque elas são famosas?

Ah… o comportamento do consumidor ás fez assim! E quem interfere neste comportamento? Isso mesmo, o neuromarketing!

Neuromarketing: por que eu vou comprar esse produto?

Neuromarketing: mocinho ou vilão?

Neuromarketing: mocinho ou vilão?

Quantas vezes você já se fez essa pergunta?

Com tantas informações na internet e programas de tv sobre esse assunto, esse questionamento já não é um bicho de sete cabeças.

Mas, é a resposta dela que nos interessa.

Eu preciso mesmo desta camisa? Desta calça? Desta bolsa?

Não, eu não preciso! …Mas, vou comprar!

Diga a verdade, quantas vezes você já fez isso?

Esse comportamento de consumo se tornou comum no nosso dia a dia.

A diferença não é a necessidade do produto, mas a sua percepção dessa necessidade.

Uma pessoa que tem 10 pares de sapatos, precisa mesmo do décimo primeiro? A resposta, na maioria dos casos é não.

Mas, e se for um modelo diferente? Uma cor diferente? Um estilo alternativo que nunca mais será encontrado?

Ai a situação é diferente…

Impossível dizer que o coração não bate mais forte.

E esta é uma das mais bem-sucedidas ações do marketing. Nos levando a crer que, ainda que desnecessário, aquele item nos fará bem.

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Fui manipulado todo este tempo pelo Neuromarketing?

Amigo, você não está sendo manipulado o tempo todo pelo neuromarketing.

Porém, talvez esteja se auto sabotando.

Já parou para analisar o seu comportamento de consumo?

As empresas precisam vender e, para isso, alguém precisa comprar. Este alguém somos eu e você.

Mas, nós também precisamos comprar. A vontade própria também tem poder neste jogo.

Não ache que até aqui você só aprendeu que tudo o que comprou ou consumiu foi fruto de uma jogada estratégica de marketing feita exclusivamente para arrancar o seu dinheiro.

O marketing lida com opções, caminhos e acima de tudo, escolhas.

Cabe a você determinar quais fazer.

Um beijo do seu jardineiro, no seu coração. Ah! E não se esqueça de comentar o que achou da dica de hoje, ok? Aproveite para compartilhar nas redes sociais, assim podemos ajudar mais pessoas!

Adilson Silva
Um Jardinheiro sonhador que decidiu mudar o rumo da sua vida ao mesmo tempo em que também muda a vida de outros mostrando como ter uma vida equilibrada e apaixonante.

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